A Árvore do Amor

30/09/2011 12:56

“Que bom seria encontrar uma árvore do amor. Deitar sobre sua sombra e saborear de seus frutos. Absorver o perfume de suas flores e energizar-se com o balanço de suas folhas”.

O Momento de Luz deste dia coloca a possibilidade de semearmos esta árvore, transformando o mundo em uma enorme floresta do amor.

Compartilhem a emoção do momento narrado na mensagem e um ótimo dia para todos.

 

 

A Árvore do Amor

(Depoimento de um Espírito Amigo)

 

 

Que bom seria encontrar uma árvore do amor. Deitar sobre sua sombra e saborear de seus frutos. Absorver o perfume de suas flores e energizar-se com o balanço de suas folhas.

 

A beleza e o ensinamento da história transcrita abaixo nos faz acreditar na existência de muitas destas árvores e que podemos encontrá-las, a todo momento, em nossa vida. Basta que estejamos dispostos a recebê-la como semente, plantá-la e cultivá-la, dedicando-lhe cuidado e afeição. Será preciso enfrentar as dificuldades que encontrar durante seu processo de evolução, amparar-se no estudo, paciência, compreensão. E então, chegará o dia de usufruir de toda sua magnitude.

 

A árvore do amor, da vida foi um presente de amor, da esposa, do amigo, que compartilhou conosco sua história. Uma construção coletiva que foi projetada por ele no decorrer de sua vida. Pois a cada relação com o próximo por ele amorosamente vivenciada resultou na essência de cada folha, flor e fruto desta árvore.

 

Por fim, ele desapegou-se do presente tão valioso, compartilhando-o com os que mais precisavam.

 

Este depoimento nos convida a pensar sobre a vida e a forma com qual estamos conduzindo-a.

 

Nos revela um caminho para alcançarmos, harmoniosamente, a verdadeira vida, trilhado com fé e amor.

 

Boa leitura e reflexão.

Andréa

 

 

Diante de tanta luz, perguntei-me onde estaria. Jamais havia visto nada daquele tipo. Fechei e abri os olhos novamente. Inúmeras vezes para verificar se aquele ambiente mudaria. Mas tudo tornou-se igual como no primeiro instante.

 

Percebi cheiros que nunca havia sentido e sons que jamais havia ouvido. Onde estaria afinal?

 

Pouco tempo se passou em minhas divagações, quando me surgiu a primeira comunicação.

 

Um velho homem, um ancião aproximou-se de mim, braços abertos, chamava por meu nome. Parecia-me que me conhecia há muitos anos. Abraçou-me. Pude sentir uma sensação enorme de bem- estar. E deixei-me ficar ali, em seus braços por alguns segundos.

 

Ao termino, pegou-me pelas mãos e me conduziu por um longo caminho. A cada passo, imagens iam se formando, lembrei-me do passado: momentos de pura beleza e também, alguns momentos de dor.

 

 Continuei andado e, agora, me via no presente, num céu infinito, rodeado de estrelas, onde tudo era beleza, paz e harmonia. Ao chegar em um determinado ponto, fez me parar. Olhou no fundo dos meus olhos e pude ver a beleza da vida que me esperava. Sorri e segui meu caminho agradecendo-lhe do fundo do coração. Não precisei lhe dizer uma única palavra, pois sabia que já havia me compreendido.

 

Passos a frente, voltei para a cama hospitalar, na qual me encontrava. Abri os olhos e pude ver minha esposa ao meu lado. Sofri pelo destino que nos separaria. Porém uma onda de paz me tomou. Toquei suas mãos, fechei os olhos e dormi.

 

Quando acordei, já era dia, senti uma dor enorme, alucinante, que me fez gemer. Minha esposa ergueu-se da cadeira na qual estava sentada e veio, rapidamente, até mim. Tentei sorrir para acalma-la, mas a dor não me permitia ir muito longe. Ela chamou a equipe médica que não demorou para chegar. Medicaram-me e adormeci. Retornei pouco depois, mais aliviado, porém coração partido, pois, já sabia que havia chegado a hora. Precisava me despedir.

 

Fazia um lindo dia, o sol entrava por minha janela, iluminando todo o quarto, me fez lembrar do sonho da noite anterior. Sonho, sabia que era mais do que isso.

 

 O dia foi movimentado, amigos e familiares surgiam a todo o momento. Fiz questão de receber à todos. A vida dava-me a possibilidade de me despedir dos que gostava muito.

 

 À noite, já cansado de tanto movimento, chamei os filhos, a nora e a esposa, fonte de amor por longos anos. Contei-lhes o sonho que tivera.

 

Minha mulher chorava discretamente, lagrimas rolavam de sua face, e percebi que não era a única. Sorrindo, tentei lembra-los das belezas da vida e da morte ensinadas por nossa amada doutrina. Pedi para que não tivessem medo, que ficassem fortes porque quando a hora chegasse sabiam que estaria bem.

 

Convidei-os para que rezássemos juntos e agradecêssemos a grandiosidade de Deus que havia nos preparado durante toda a vida quanto aos seus desígnios. Agradecemos sua bondade por nos haver deixados juntos, em amor e harmonia, por todos aqueles anos. Agradeci intimamente por todas as alegrias e tristezas que havia vivenciado, porque hoje, graça a seu preparo, sabia que haviam sido necessárias a meu adiantamento.

 

Terminada as orações, abracei cada um deles como fosse a primeira vez, com a mesma emoção da descoberta e da alegria por tê-los recebidos. Chegando a hora de encerrar as visitas cada um saiu deixando-me um pequeno bilhete.

 

Ideia de minha esposa, que havia construído uma linda árvore de borracha e feltro e a deixou em frente a porta, no inicio do quarto. Possuía folhas, flores e frutos, espaços para que os que amo deixassem mensagens que eu pudesse ler enquanto estivesse internado. Chamava-a de árvore da vida, porém eu só me dirigia a ela como a árvore do amor. Acho que significava a mesma coisa, eram sinônimos, pois não há vida sem amor ou amor sem a vida. Palavras que, para mim, sempre se complementaram e se faziam necessárias, crescendo e caminhando juntas, no decorrer de toda a minha existência.

 

A fiz ler cada uma das folhas, flores e frutos da minha árvore. E pedi que quando eu me fosse, a leva-se para uma instituição onde a dor reinasse para que a partir da sua chegada o amor superasse a dor. Beijou-me na testa e depois nos lábios, disse-me até logo (forma como se despedia todas as noites desde que nos conhecemos). Afirmou que realizaria meu desejo, cobriu-me, apagou a luz e eu parti.

 

Parti sem dor e sem sofrimento porque agora tinha certeza que a vida continuaria, a minha e a dos meus.

 

J. J.

 

Mensagem recebida em 27.09.11

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