VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (103)

09/08/2012 06:25

 

"O primeiro motivo por que se está disposto a ajudar outro nas devidas ocasiões é a alta apreciação que se tem de si mesmo.".

Muito oportuna a citação do filosofo francês Giacomo Leopardi, na introdução da nossa Vivência Mediúnica de hoje. Uma Vivência que relata a experiência de um espírito que, de acolhido, passou ao papel de acolhedora daqueles que precisavam de um apoio.

Um transição que se deu, incialmente, pelo autoconhecimento e que possibilita, a cada contato com a dor do outro, um avanço em suas percepções do existir.

Que este relato possa agregar novas percepções nos nossos seres.

Muita paz.

  

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (103)

 

 

Prossigo hoje relatando um encontro com uma Irmã Espiritual, que vou denominá-la de irmã A, no intercambio mediúnico, na segunda fase do mesmo.

A médium estava vibrando em harmonia com os demais trabalhadores, quando esta Amiga e, porque não, colega de trabalho de outra dimensão, nos presenteou com o seu depoimento.

Uma voz baixa e doce se fez escutar, acompanhada pelas vibrações amorosas que emanavam, a percorrer o ambiente. Demonstrando certa timidez, nos contou ser a sua primeira oportunidade de serviço ativo no trabalho de intercambio mediúnico, e sentia-se grata por ser uma iniciante neste mister.

Relato a seguir, trechos do seu depoimento e, intercalados, as impressões colhidas no trabalho em desdobramento do sono daquela noite e de algumas poucas outras oportunidades de encontro, nestas circunstâncias, que retive na memória de vigília.

 

Contou que desencarnou jovem (na minha tela mental aparentava uma jovem de vinte e poucos anos ou menos) e que, após um período de incompreensão das “verdades maiores”, foi acolhida na Casa de Caridade. Relatou que, após os primeiros cuidados com o veículo físico (perispírito), recebeu “o alimento necessário ao corpo e à alma”.

Observou o carinho e afeto dos cuidadores e de toda a equipe de saúde, enfermeiros e médicos, que se desdobravam nas inúmeras tarefas do atendimento, sempre dispostos, e interessou-se pelo serviço, grata pela ajuda que recebia. Reparou que não se queixavam dos pacientes e não havia  “cara feia, nem tempo ruim”, mesmo naqueles em que percebia um indisfarçável cansaço.

Continuou falando com a naturalidade e simplicidade de um seareiro disposto.

No princípio, se sentia envergonhada por receber tanto auxílio, sem contribuir com nenhum serviço, pois “no início não sabia nada, nem como poderia ajudar”, mas, vencida a timidez, pediu para contribuir também, tamanha a sua gratidão. Em seguida, foi encaminhada para um determinado grupo de iniciantes, para preparar-se com aulas teóricas e também com práticas diversas.

A irmã A. me relatou que, no seu processo de instrução, assim como o do grupo a que pertence, está incluído o estudo do “Evangelho do Senhor”.

 

Falou-nos que, embora existam diferenças, também há muita semelhança com os “serviços de atendimento ao próximo” desenvolvidos pelos encarnados, pois, em ambos os planos, precisamos nos capacitar para bem desempenhar as tarefas designadas.

Relatou que, no início, auxiliava nas enfermarias, mas que, já há alguns meses, participava dos serviços das “Caravanas de Caridade” a visitar a crosta. Falou que há serviços específicos para cada tipo de caravana.

A irmã A. então passou a fazer parte de um grupo que acompanha e traz espíritos assistidos para as palestras e grupos de estudos da Casa. Familiarizada com os trabalhadores Espirituais, pediu para participar do grupo que acompanha os assistidos no labor mediúnico.

 

Ao fim da sua mensagem, esta singela Operária do Bem nos agradeceu a colaboração e boa-vontade, e nos fez uma solicitação para que todos os trabalhadores se dispusessem a continuar em serviço, por poucas horas, no desdobramento do sono. Ressaltou a importância do tipo de energia emanada pelos encarnados, com características próprias no fluido vital, para determinados tratamentos e processos outros, processos que nem ela mesma saberia dimensionar, o que a fez desculpar-se pela sua pouca instrução, à despeito de nós mesmos não termos ainda uma capacidade plena de entendimento da manipulação dos fluidos.

A irmã A. encerrou sua comunicação com uma breve oração em rogativa ao Senhor pelos espíritos sofridos, pelos doentes do corpo e da alma, envolvendo todo o ambiente numa atmosfera amorosa, luminosa e calma.  

 

A sua generosidade, simplicidade e humildade me fizeram refletir acerca das nossas possibilidades, pois todos nós também temos, em maior ou menor proporção, essas virtudes. Essa Irmã, que se considera uma iniciante, tem um senso de dever moral admirável, e partilho com vocês esse aprendizado. Para a Irmã Amiga, a minha gratidão.

 

Muita PAZ para todos nós,

Francesa Freitas

08-08-2012

Facebook Twitter More...