VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (112)

11/10/2012 06:36

 

A Vivência Mediúnica de hoje relata as sensações de um resgate a uma coletividade de espíritos que desencarnou como mineiros, depois de um desastre.

Em que pese já se encontrarem mortos, a própria negação dessa nova realidade, havia um prolongamento das sensações mundanas, principalmente da esperança de um resgate.

Aproveitemos o texto e percebamos o quanto ainda nos é difícil o desprendimento das nossas identidades de quando encarnados, mesmo que isso possa significar mais dor.

Que todos tenham um dia de muita luz.

 

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (112)

 

Mais uma noite de trabalho, respaldados pelos incansáveis trabalhadores Espirituais, com os quais cooperamos, num sistema de aprendizado mútuo, em que certamente nós, encarnados, temos muito a ganhar e a aprender.

Logo após o início da atividade de intercambio mediúnico, fui intuída que, naquela noite, colaboraria com algum tipo de ação que envolveria muitos espíritos, e o nome “coletividade” ficou na minha mente. Senti as vibrações de um amigo especial, A.M., que costuma se fazer presente quando há um deslocamento interdimensional, na falta de outra denominação.

Atendemos a muitos espíritos que não tinham consciência da sua passagem para uma dimensão diferente. Não vou dizer nova, porque possivelmente esta não era a primeira encarnação deles neste nosso querido Planeta, como o Irmão costuma me relembrar com frequência.

Aproximei-me de um médium que está desenvolvendo suas habilidades no nosso grupo, e lhe pedi que trabalhássemos juntos para auxiliar uma das Caravanas de Fraternidade da Casa. Trabalhamos desdobrados. Conto com minhas palavras o que ocorreu.

 

Estávamos seguindo uma “estrada” e nos percebemos enfileirados com outros trabalhadores desencarnados da casa. Seguimos por um desvio lateral, como uma trilha meio íngreme, e observava uma vegetação baixa e seca ao lado de uma estradinha de chão, um barro acinzentado. Chegamos a uma gruta, uma abertura baixa numa pequena montanha escura. Havia uma pequena entrada, e nos abaixamos para adentrar ao que parecia ser uma galeria de uma antiga e extensa de mineração muito explorada outrora e depois abandonada. 

O colega percebeu as paredes com áreas de pedra úmida e fria, e descrevia seu trajeto por entre a galeria que passamos, com estacas de madeira nas paredes e em algumas áreas do teto relativamente baixo. Prosseguimos sem nada perceber até que ambos ouvimos algo parecido com "gritos fracos" de socorro.

Percebi que, há muito tempo atrás, houve um desabamento nesta “mina” e os mineiros não puderam ser resgatados. Chagamos ao local do desabamento, e parecia que o nosso trajeto também tinha sido descendente. Havia muitas pedras amontoadas, mas também havia correntes de ar. Falamos aos mineiros que o socorro tinha chegado.

Carregávamos um artefato que parecia um bastão ou cabo, que poderia ser estirado para ter 40 a 50 cm de altura, com uma lâmpada que podíamos regular na extremidade superior, e ao colocá-lo no solo, a depender da força com que fosse colocado, a luz aumentada. O local clareou sobremaneira e percebemos que havia trabalhadores desencarnados ao nosso lado. Todos pediam que reduzíssemos a luminosidade, pois os mineiros não estavam adaptados a esse grau de luz. Foi neste momento que notei as macas e os equipamentos com quase vinte pessoas na equipe de resgate, dentre eles médicos, assistentes, enfermeiros e outros, que descreverei posteriormente. O colega reduziu a lâmpada e ambos fomos retirando as pedras. Surgiu uma mão, e fomos retirando aos poucos os antigos trabalhadores do local.

A grande maioria falava, com uma voz cansada, que estavam já sem esperança de serem resgatados. Estavam com frio, com sede e fome. A dor física era misturada à quase certeza de uma “morte”, inconformados com um desencarne naquelas circunstancias.

 

Assim que desvencilhados das pedras e da terra, recebiam uma espécie de máscara para respirarem melhor e os levávamos às macas onde eram cobertos por um “tecido” que tinha uma toque de borracha gelatinosa e macia, de um tom gelo, semitransparente e de discreto  brilho. Sentiam-se muito confortáveis ao serem recobertos com aquele material. Como estavam esperançados, descansavam e dormiam um sono tranquilo.  

Alguns desses trabalhadores, se não me engano três deles, tiveram o corpo físico muito machucado, com algumas amputações e deformidades. Sentia que pediam para ir juntando as partes do seu “corpo” para se sentirem inteiros, dormindo assim que o “cobertor” foi colocado confortavelmente sobre os seus perispíritos. Observei comigo mesma a importância de uma sensação de integridade entre o corpo físico e o corpo perispiritual, como realmente sendo o Modelo Organizador Biológico.

Algumas percepções sutis me ocorriam enquanto estava na no final daquela tarefa, e senti a energia próxima do Amigo A.M.  Oramos por aqueles trabalhadores e sentimos uma vibração de pacificação tomando conta da psicosfera de todo o ambiente. Para mim, aquele trabalho tocante tinha sido encerrado.

 

O colega médium e eu nos viramos para acompanhar os trabalhadores que estavam saindo do local, quando ouvi uma linguagem diferente, também percebida por ele. Não conseguia traduzir mentalmente aqueles sons.  Eu estava curiosa e pedi auxílio à Espiritualidade da Casa para nos orientar, nos colocando à disposição para servir.  Fomos intuídos a prosseguir, e observei uma outra equipe conosco.

Mas deixo para continuar na próxima semana esta vivência rica e inusitada, adiantando que havia uma tribo muito antiga que tinha habitado aquelas cavernas, ricas em minério, que muito tempo depois foram exploradas pelo homem moderno. Neste trabalho prossegui no desdobramento de sono daquela noite.

 

Muita PAZ para todos nós.

Francesca Freitas

09-10-2012

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