VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (99)

12/07/2012 06:56

 

Qual a interferência do ambiente que nos cerca, qual a nossa interferência nesse ambiente?

Perguntas que começam a ser compreendidas quando começamos a estudar os fluidos, as energias que se encontram presente em toda existência.

Vivemos imersos numa infinidade de energias, mais ou menos condensadas, com as quais interagimos todo o tempo. Não há vazio absoluto no Universo.

Se não há vazio, há conteúdo. A Vivência Mediúnica de hoje nos faz refletir sobre o destino que damos e a interação que temos com a este conteúdo, lembrando que os bons fluidos estão ao nosso derredor e dentro de nós, pois se o Universo é essencialmente produção Divina, infinitos e melhores fluidos estão a nos envolver. Portanto resta a sintonia, melhorar a mim mesma para atrair o bem, o belo, a harmonia e amorosidade.

Sintonizemos com o belo.

Um lindo dia para todos.

 

 

VIVÊNCIAS MEDIÚNICAS (99)

 

 

No trabalho mediúnico falamos muitas vezes da passagem, doação e renovação de fluidos. Mas não é apenas durante o trabalho mediúnico ou durante um “passe” que realizamos trocas fluídicas com outros espíritos, encarnados ou desencarnados, pois que a circulação de energias é livre, rica em movimento, até mesmo com o ambiente onde estamos.

Falo hoje acerca dos “fluidos” e das “energias” para esclarecer que este tema, não é tão complicado quanto muitos pensam. Vivemos imersos numa infinidade de energias, mais ou menos condensadas, com as quais interagimos todo o tempo. Não há vazio absoluto no Universo.

Como seres psico-sensoriais, a própria produção mental dos pensamentos e os estados de humor, alteram a qualidade e quantidade dos fluidos por nós mesmos emanados. Portanto aprender sobre os “nossos fluidos” também faz parte do autoconhecimento.

A importância desses estudos é comentada ao longo de toda a Codificação, por Kardec e pelos autores Espirituais Sábios.

Todos nós podemos verificar a realidade das trocas fluídicas no nosso dia a dia. Há pessoas que “nos fazem bem”, e o contato com elas melhora o nosso dia, mesmo que num breve abraço, ou até mesmo com uma lembrança viva. Mas nosso dia é diverso, e existem encontros desagradáveis ou partilhas nocivas.

Há o contato com as belezas naturais, o céu, o mar, as flores, o verde em geral. E há também locais onde percebemos uma impregnação de baixa qualidade, desarmoniosa ou desagradável. Assim como nos carregamos de boas energias, ou de bons fluidos, também podemos captar e gerar em nós mesmos fluidos desequilibrantes, e daí a vem uma vontade de “descarregar” uma energia nociva. Mas, para isto, é necessário o olhar para si mesmo, a auto atenção para manter nossos corpos saudáveis nas dimensões mais sutis.

O estudo, a reflexão sobre as energias que nos cercam e que nós mesmos produzimos, é uma valiosa ferramenta para a harmonia, com o ambiente, consigo mesmo e com os demais, sejam encarnados ou não. E melhor ainda, temos todos nós o poder de modificar a qualidade dos nossos fluidos, com o nosso pensamento. Isto mesmo, o “querer é poder”, funciona!

 

Retirei algumas observações e perguntas do Livro dos Espíritos, que abordam o tema de modo geral:

“O princípio da vida material e orgânica, seja qual for a sua fonte, que é comum a todos os seres vivos, desde as plantas ao homem.

Para uns, o princípio vital é uma propriedade da matéria, um efeito que se produz quando a matéria se encontra em dadas circunstâncias; segundo outros, e essa ideia é a mais comum, ele se encontra num fluido especial, universalmente espalhado, do qual cada ser absorve e assimila uma parte durante a vida, como vemos os corpos inertes absorverem a luz.

Este seria então o fluido vital, que, segundo certas opiniões, não seria outra coisa senão o fluido elétrico animalizado, também designado por fluido magnético, fluido nervoso etc.

 

Na questão 71 comenta sobre a inteligência, e pergunta se esta é um atributo do princípio vital, e a resposta é clara: - “Não; pois as plantas vivem e não pensam, não tendo mais do que a vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, pois um corpo pode viver sem inteligência, mas a inteligência não pode manifestar-se por meio dos órgãos materiais: somente a união com o espírito dá inteligência à matéria animalizada.

 

Comentário de Kardec: A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos aos quais dá, com o pensamento, a vontade de agir, a consciência de sua existência e de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer relações com o mundo exterior e de prover às suas necessidades.

 

Como nós humanos, tidos como no topo da evolução, temos a inteligência disponível para a nossa evolução, sigo mais um pouco:

75. “a) Por que a razão não é sempre um guia infalível?

— Ela seria infalível se não existisse falseada pela má educação, pelo orgulho e egoísmo.

O instinto não raciocina; a razão permite ao homem escolher, dando-lhe o livre-arbítrio.

 

Comentário de Kardec: O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita por serem quase sempre espontâneas as suas manifestações, enquanto as daquela são o resultado de apreciações e de uma deliberação.

O instinto varia em suas manifestações segundo as espécies e suas necessidades. Nos seres dotados de consciência e de percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, o que quer dizer, à vontade e à liberdade.”

 

No espiritismo estudam-se as propriedades dos fluidos espirituais e a ação deles sobre a matéria, porque somos o que somos, essa dualidade manifesta.

Os fluidos e energias da nossa psicosfera individual refletem o nosso grau de adiantamento moral. 

Não é o outro, o lugar, ou o obsessor, que vai entrar e modificar de pronto o meu pensamento, dirigir minha vida ao sucesso ou à infelicidade.

Os fluidos agem por sintonia, o semelhante atrairá o semelhante com muito mais força, e se expandirá caso o gerador do fluido permaneça ativo. Dou o exemplo de um ambiente repleto de revolta e ira, com pessoas gerando esse tipo de energia fluídica; caso não estejamos bem atentos, haverá uma contaminação e, de ”repente”, num núcleo escondido do inconsciente, vem por sintonia uma raiva ou indignação antigas, que se somam à revolta do ambiente, ou até mesmo contra todos desse ambiente. O raciocínio ficará embotado pela emoção desregrada. Essa é a contaminação mais comum.

Num local de paz e calma, com pessoas equilibradas e de pensamentos elevados, os gestos são moderados, a voz pausada, e o “bem-estar” aumenta com o numero de geradores de bons fluidos envolvidos. Eis porque numa reunião, à medida que todos oram, com o sentimento voltado ao Divino e ao Amor, a sintonia e sincronicidade encontram-se e multiplicam-se, daí poder operarem-se grandes transformações evolutivas.

 

Não podemos esquecer que os bons fluidos estão ao nosso derredor e dentro de nós, pois se o Universo é essencialmente produção Divina, infinitos e melhores fluidos estão a nos envolver. Portanto resta a sintonia, melhorar a mim mesma para atrair o bem, o belo, a harmonia e amorosidade.

 

Encerro com um trecho da Gênese, de Kardec:

“O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.

Desde que estes se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu invólucro perispirítico, que é parte constituinte do seu ser e que recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos, há de, ainda mais, guardar a de suas qualidades boas ou más. Os fluidos viciados pelos eflúvios dos maus Espíritos podem depurar-se pelo afastamento destes, cujos perispíritos, porém, serão sempre os mesmos, enquanto o Espírito não se modificar por si próprio.

Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido.

Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde.

Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com que se acha em contato molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades.

Os meios onde superabundam os maus Espíritos são, pois, impregnados de maus fluidos que o encarnado absorve pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do corpo os miasmas pestilenciais.

Assim se explicam os efeitos que se produzem nos lugares de reunião.

Uma assembleia é um foco de irradiação de pensamentos diversos.

É como uma orquestra, um coro de pensamentos, onde cada um emite uma nota. Resulta daí uma multiplicidade de correntes e de eflúvios fluídicos cuja impressão cada um recebe pelo sentido espiritual, como num coro musical cada um recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição.

Mas, do mesmo modo que há radiações sonoras, harmoniosas ou dissonantes, também há pensamentos harmônicos ou discordantes.

Se o conjunto é harmonioso, agradável é a impressão; penosa, se aquele é discordante.”

 

Muita Paz para todos nós.

Francesa Freitas

11-07-2012

 

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